Anavilhanas: conheça o arquipélago na Amazônia que muda de paisagem a cada seis meses
Anavilhanas: conheça o arquipélago na Amazônia que muda de paisagem a cada seis meses
Uma paisagem que muda a cada seis meses. Durante a primeira metade do ano, o que se vê é o rio cheio, igapós e árvores centenárias. No segundo semestre, o rio seca e dá lugar às praias e bancos de areia. O Parque Nacional de Anavilhanas é um arquipélago localizado no leito do Rio Negro, no Amazonas, e todos os anos atrai centenas de turistas, que buscam uma experiência única.
🏝️ Formado por cerca de 400 ilhas e 60 lagos, o local é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) como Patrimônio Natural da Humanidade.
O turismo movimenta a economia local com pousadas, aluguel de casas, transporte de passageiros e comércio de alimentos e serviços.
O g1 mostra as principais atrações deste paraíso amazônico e explica como chegar ao destino que se transforma conforme o nível das águas.
O acesso pode acontecer de duas formas: pelo ar ou pela terra.
🚗 Pela estrada, o trajeto dura cerca de 2h30. Começa em Manaus, atravessa a Ponte Rio Negro e segue pela rodovia AM-070 até o Lago do Miriti. De lá, o motorista pega a AM-352 até Novo Airão. Já quem prefere ir de ônibus os valores entre Manaus e a cidade custam de R$ 40 a R$ 60.
✈️ Outra forma de conhecer o arquipélago é por meio aéreo. Apesar de não ter pista de pouso de avião no município, é possível fretar um hidroavião em Manaus e pousar nas águas do Rio Negro. O voo dura de 35 a 50 minutos e custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil.
O fotógrafo Diego Peres se apaixonou pelo arquipélago em um passeio de barco e decidiu investir em turismo. Hoje, mantém uma casa de temporada em Novo Airão.
O fotógrafo e empreendedor Diego Peres (a dir.) tem uma casa de turismo em Novo Airão — Foto: Foto: Diego Peres
Na Região Amazônica, entre novembro e junho, o volume dos rios começa a subir, dando espaço para os igapós, trilhas pelos rios e passeios de barco em Anavilhanas. Já entre os meses de julho e novembro, o volume das águas começa a baixar, dando lugar a um cenário de praia e bancos de areia. É um movimento natural na região relacionado ao ciclo das águas.
O fotógrafo também conta que há oportunidades para os empreendedores durante todo o ano, uma vez que a paisagem muda conforme a subida e descida do Rio Negro.
Segundo ele, o turismo impacta diferentes setores do comércio e serviços da cidade, que tem um pouco mais de 16 mil habitantes. São mototaxistas, barqueiros, guias de turismo, pousadas, aluguel de casas por temporada e setor de abastecimento de alimentos que são impactados.
"A partir de agosto o rio já está baixando, o sol está muito forte, então vai muita gente de Manaus para Novo Airão pra tomar o banho de rio e se refrescar. O período de praia fica bonito em setembro e vai até dezembro. A melhor época pra ir é no final de setembro até dezembro. É quando a gente tem uma quantidade muito grande de praias”, explicou Diego.
📸 Veja abaixo o arquipélago durante a cheia e seca:
As mudanças na paisagem encantam visitantes de dentro e fora do Amazonas. O jornalista Felipe Nascimento, que já percorreu 40 municípios do estado, visitou Anavilhanas pela primeira vez com a família e destacou a experiência:
O jornalista Felipe Nascimento é amazonense, já visitou aproximadamente 40 dos 60 municípios do interior do Amazonas, mas neste ano visitou pela primeira vez o arquipélago com a família. — Foto: Foto: Arquivo Pessoal/Felipe Nascimento
As pousadas e agências de viagens da região oferecem pacotes de passeios e experiências exclusivas no local. A disponibilidade dos passeios depende da época do ano em que o turista escolhe o destino.
Nos meses de cheia, as agências de viagens oferecem passeios de cruzeiro para grupos privativos de até oito pessoas. Os cruzeiros duram de três a 8 dias e têm valores personalizados conforme a experiência escolhida.
Nos meses de cheia, as agências de viagens oferecem passeios de cruzeiro para grupos privativos de até oito pessoas. — Foto: Fotos: Tauá Turismo
Outra opção é fazer pernoite em hotéis e pousadas da região, com alimentação e cafés da manhã inclusos. As acomodações podem ser em quartos ou bangalôs. Além disso, os hotéis oferecem experiências de contemplação de nascer e pôr do sol. As diárias custam em torno de R$ 1.200, dependendo da acomodação e experiência escolhida pelo visitante.
Já os passeios de lancha, comuns no período de praias, custam a partir de R$ 150 e são escolhidos principalmente por moradores do estado.
As pousadas e agências de viagens da região oferecem pacotes de passeios e experiências exclusivas no local. — Foto: Foto: Tauá Turismo
FONTE ORIGINAL DA NOTCIA:
https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/08/23/anavilhanas-conheca-o-arquipelago-na-amazonia-que-muda-de-paisagem-a-cada-seis-meses.ghtml