? Portal do Socorro - Notícias, Guia Comercial, Empregos e mais
Portal do Socorro
🌡️ Socorro 24°C Parcialmente Nublado 💵 Dólar R$ 5,18 -0,65% 💶 Euro R$ 6,05 +0,14% 🪙 Bitcoin R$ 356.738 +5,55% 🌡️ Socorro 24°C Parcialmente Nublado 💵 Dólar R$ 5,18 -0,65% 💶 Euro R$ 6,05 +0,14% 🪙 Bitcoin R$ 356.738 +5,55% 🌡️ Socorro 24°C Parcialmente Nublado 💵 Dólar R$ 5,18 -0,65% 💶 Euro R$ 6,05 +0,14% 🪙 Bitcoin R$ 356.738 +5,55%
Geral

Cardiologista é indiciado por feminicídio da esposa após perícia descartar suicídio em MS

22/08/2026 12:35 PARCEIRO RSS
COMPARTILHAR:

Polícia conclui inquérito e indicia João Jazbik Neto por feminicídio

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte da fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, e indiciou o marido dela, o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, por feminicídio. O inquérito foi finalizado nesta sexta-feira (21), pouco mais de três meses após a morte, em Campo Grande.

Ao todo, o médico foi indiciado por cinco crimes: feminicídio, fraude processual, violência psicológica contra a mulher, posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp

Fabiola foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de maio, na chácara onde vivia com o marido, na região da Chácara dos Poderes. João acionou a polícia e afirmou que a esposa havia tirado a própria vida. A perícia, no entanto, descartou a hipótese de suicídio, conforme já apurado pelo g1.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Durante cerca de três meses, a polícia reuniu laudos periciais, depoimentos e documentos para esclarecer as circunstâncias da morte.

Entre os materiais analisados está um diário mantido por Fabiola, que passou a integrar a investigação sobre a suspeita de violência psicológica sofrida pela fisioterapeuta.

O g1 procurou a defesa de João Jazbik Neto para comentar a conclusão do inquérito e aguarda retorno.

Desde o início das investigações, a defesa nega que o médico tenha matado Fabiola e sustenta que as provas reunidas pela Polícia Civil devem ser discutidas e contestadas durante o processo.

Quando João foi preso preventivamente, em 14 de agosto, o advogado José Belga Trad classificou a prisão como "descabida". Na ocasião, afirmou que o inquérito ainda não havia sido concluído e defendeu que o médico tivesse a oportunidade de produzir provas e contestar os elementos apresentados pela investigação.

João Jazbik Neto, dentro da sua casa em Campo Grande, junto do advogado e policiais. — Foto: Willian Guedes/ TV Morena

A versão de que Fabiola teria tirado a própria vida começou a ser questionada ainda nos primeiros dias da investigação.

No dia seguinte à morte, a Deam informou ter encontrado divergências nos depoimentos do médico, de testemunhas e de outros envolvidos. Uma perícia preliminar também indicou que a lesão na cabeça da fisioterapeuta não seria compatível com a versão apresentada pelo marido.

Outro ponto apurado foi uma possível alteração na cena onde Fabiola foi encontrada. Segundo a Polícia Civil, João teria pedido ao caseiro e a um ex-funcionário que retirassem um armário com armas e munições e o levassem para outro imóvel dentro da propriedade.

Para a polícia, a conduta configurou fraude processual. Os três foram autuados em flagrante.

João também foi preso por irregularidades relacionadas às armas encontradas na propriedade. Cinco dias depois, em 23 de maio, ele foi solto após a Justiça conceder um habeas corpus solicitado pela defesa e passou a usar tornozeleira eletrônica.

Com o avanço da investigação, os exames periciais reforçaram a suspeita de feminicídio. Conforme apurado pelo g1, a perícia descartou que Fabiola tenha tirado a própria vida.

Quase três meses após a morte de Fabiola, João voltou a ser preso preventivamente no dia 14 de agosto, desta vez pela suspeita de feminicídio.

O mandado foi expedido pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

A prisão ocorreu após o avanço da investigação e a análise dos elementos periciais reunidos no caso. Na ocasião, a defesa classificou a medida como "descabida" e informou que tentaria revertê-la.

Seis dias depois, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) determinou a soltura do cardiologista. Com a decisão, João passou a responder à investigação em liberdade.

Após a soltura, familiares de Fabiola manifestaram indignação com a decisão. A família afirmou respeitar o direito de defesa, mas defendeu que as provas técnicas reunidas durante a investigação fossem consideradas no caso.

Agora, com a conclusão do inquérito, o material segue para análise do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). O órgão poderá oferecer denúncia à Justiça ou pedir novas diligências antes de decidir se o cardiologista será denunciado.

FONTE ORIGINAL DA NOTCIA:

https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/08/22/cardiologista-e-indiciado-por-feminicidio-da-esposa-apos-pericia-descartar-suicidio-em-ms.ghtml

Acessar Link Oficial

Deixe seu Comentrio

?