? Portal do Socorro - Notícias, Guia Comercial, Empregos e mais
🌡️ Socorro 24°C Parcialmente Nublado 💵 Dólar R$ 5,20 -0,14% 💶 Euro R$ 6,02 -0,05% 🪙 Bitcoin R$ 334.764 +0,65% 🌡️ Socorro 24°C Parcialmente Nublado 💵 Dólar R$ 5,20 -0,14% 💶 Euro R$ 6,02 -0,05% 🪙 Bitcoin R$ 334.764 +0,65% 🌡️ Socorro 24°C Parcialmente Nublado 💵 Dólar R$ 5,20 -0,14% 💶 Euro R$ 6,02 -0,05% 🪙 Bitcoin R$ 334.764 +0,65%
Home Guia
Rádio
Vagas
Geral

Defensoria pede interdição de lixão em Iranduba onde incêndio dura cinco dias

19/08/2026 01:52 PARCEIRO RSS
COMPARTILHAR:

Incêndio no lixão: fogo persiste e expõe irregularidades em Iranduba

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) pediu à Justiça a interdição e o encerramento definitivo do lixão de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. O local foi atingido por um incêndio na quinta-feira (13) e segue com focos de queimada até esta terça-feira (18).

A ação civil pública foi apresentada pela Defensoria após anos de denúncias sobre problemas ambientais e de saúde provocados pelo lixão, localizado no Ramal do Creuza, no km 6 do município. Segundo a instituição, o incêndio já havia sido apontado anteriormente como um risco potencial.

Segundo a atualização mais recente, divulgada pelo Corpo de Bombeiros nesta terça, o fogo permanece confinado dentro da área do lixão, que tem aproximadamente 40 mil metros quadrados. Cerca de 500 mil litros de água foram usados para controlar o fogo.

Além das viaturas de combate a incêndio, os bombeiros utilizam um drone para mapear a área atingida, uma retroescavadeira e outros equipamentos. A Prefeitura de Iranduba também disponibilizou uma escavadeira, carros-pipa e caminhões-caçamba para reforçar os trabalhos.

Bombeiros continuam atuando no combate a fogo em lixão no Amazonas. — Foto: Divulgação/CBMAM

Na ação, a Defensoria pede que a Justiça determine o fechamento imediato do lixão e o fim definitivo das atividades. Caso o pedido seja aceito, a Prefeitura de Iranduba terá 30 dias para cumprir a medida e apresentar um plano emergencial para a gestão dos resíduos sólidos.

A instituição também pede que o município apresente uma solução provisória para o descarte do lixo, como a contratação de um aterro sanitário licenciado ou a criação de uma estação de transbordo para encaminhar os resíduos a um destino adequado.

A Defensoria solicita ainda a elaboração e execução de um Plano de Recuperação da Área Degradada (PRAD), no prazo de 120 dias.

O pedido prevê multa diária de 1% sobre o valor da causa, que é de R$ 12 milhões, em caso de descumprimento das medidas determinadas pela Justiça.

Segundo a Defensoria, moradores da região denunciam há anos problemas relacionados ao lixão, como poluição do ar, do solo e dos recursos hídricos, além do surgimento de doenças associadas às condições de higiene e salubridade do local.

De acordo com o defensor público Carlos Almeida, titular da Especializada em Atendimentos de Direitos Coletivos (DPEIC), a instituição tenta solucionar o problema desde 2023 por meio de diálogo e medidas extrajudiciais.

Segundo ele, a falta de colaboração do poder público municipal contribuiu para o agravamento da situação.

A Defensoria também afirma que a existência de lixões a céu aberto contraria a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que proíbe essa forma de descarte.

A ação também pede que o município incentive e formalize cooperativas de catadores de materiais recicláveis. A proposta prevê a oferta de infraestrutura para a triagem dos resíduos e a inclusão desses trabalhadores na cadeia formal de reciclagem.

Apesar de a Prefeitura de Iranduba ser a ré no processo, o Estado do Amazonas, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-AM), e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) foram intimados a se manifestar no processo.

FONTE ORIGINAL DA NOTCIA:

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/08/18/defensoria-pede-interdicao-de-lixao-em-iranduba-onde-incendio-dura-cinco-dias.ghtml

Acessar Link Oficial

Deixe seu Comentrio

?